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Rural

Iniciativa da Cooperalfa leva jovens a conhecer o cooperativismo no RS

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Por Assessoria
Foto ASCOM

Conhecer a história para compreender o presente e ajudar a construir o futuro. Com esse propósito, 36 jovens de Canoinhas-SC e Mafra-SC, integrantes do Alfa Jovem, participam, de 2 a 9 de setembro, de uma viagem de conhecimento e integração pelo Rio Grande do Sul. O roteiro inclui visitas a locais históricos, museus, cantinas e espaços ligados à cultura e à gastronomia, além dos principais pontos turísticos de Nova Petrópolis, Garibaldi, Esteio e Porto Alegre.

A programação faz parte da formação dos participantes do Alfa Jovem, que estão em um ciclo de aprendizado voltado ao desenvolvimento pessoal, à sucessão familiar e à compreensão do papel das novas gerações no cooperativismo.

 

De volta às origens

Em Nova Petrópolis, os jovens visitaram a Casa Cooperativa, onde conheceram aspectos da história do cooperativismo e a trajetória do padre Theodor Amstad, uma das principais referências na implantação do cooperativismo de crédito no Brasil.

Para o assessor de desenvolvimento cooperativista, Genuir Parizotto, a experiência permite aos participantes compreender os princípios que deram origem ao movimento e relacioná-los aos desafios atuais. “O cooperativismo tem uma essência e um legado: a união das famílias para que elas pudessem prosperar, produzir e dar destino aos seus produtos”, destaca.

Segundo ele, conhecer esse legado contribui para que os jovens valorizem a cultura cooperativista e levem os aprendizados para suas famílias e propriedades. “A continuidade da empresa rural é a continuidade da cooperativa. Por isso, eles precisam entender esse processo, valorizar a história e dar sequência ao trabalho construído por pais e avós”, afirma.

 

Uma história de ajuda mútua

A Casa Cooperativa trabalha na preservação e disseminação da história do cooperativismo, aproximando os visitantes das origens do movimento. Durante a visita, os jovens conheceram o contexto social e econômico que marcou a chegada dos imigrantes à região e as iniciativas de organização comunitária que surgiram diante das dificuldades enfrentadas.

A condutora histórica Raquel Andrade explica que a trajetória do padre Theodor Amstad está diretamente ligada a esse processo. “Ele olhou para as pessoas e percebeu as necessidades que elas tinham naquele momento. A partir daí, começou um trabalho baseado na ajuda mútua”, relata.

A atuação de Amstad envolveu iniciativas nas áreas de educação, trabalho, saúde e organização econômica, mostrando aos participantes que o cooperativismo surgiu como uma resposta coletiva a necessidades concretas das comunidades. “O cooperativismo é proporcionar oportunidades para todos, e não apenas para um grupo”, resume Raquel.

 

Aprendizado para a vida

Para os jovens, conhecer essa trajetória torna mais concreta a importância do cooperativismo para o desenvolvimento das famílias rurais. Tiago Kauva, de Canoinhas, destaca o significado de conhecer o local onde parte dessa história teve origem. “É muito gratificante aprender sobre o berço do cooperativismo no Brasil, que hoje é muito importante na nossa vida como agricultor”, afirma.

Participante do Alfa Jovem, Tiago também relaciona os conhecimentos adquiridos no programa ao seu projeto de vida e à sucessão familiar. “Pretendo continuar o trabalho que vem do meu bisavô, do meu avô e do meu pai. O curso e os conhecimentos que estamos adquirindo vêm contribuindo muito para essa continuidade”, destaca.

 

Juventude e futuro

Além de proporcionar conhecimento e integração, a viagem reforça a importância da participação dos jovens na continuidade das propriedades rurais e do movimento cooperativista. Ao conhecer a trajetória de quem ajudou a construir o cooperativismo, os participantes são estimulados a reconhecer seu papel na construção dos próximos capítulos dessa história.

Para o presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, fortalecer a formação das novas gerações significa contribuir para a sucessão no campo, para a participação das famílias e para a continuidade de um modelo baseado na cooperação. “Conhecer as origens, valorizar o legado e preparar novas gerações: é assim que o cooperativismo se mantém vivo e segue construindo futuro”.

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