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Ensino

Campus de Erechim: projeto de extensão cria espaço de leitura compartilhada de obras

Grupo Impressiva Radical se encontra toda quinta-feira há nove anos

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Campus de Erechim: projeto de extensão cria espaço de leitura compartilhada de obras
Por Assessoria de Comunicação
Foto Assessoria de Comunicação Campus Erechim.

Entre livros, chás, café ou chimarrão, uma sala aconchegante e um tempo reservado para simplesmente ler. Há nove anos, o grupo de estudos e leitura da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Erechim mantém uma experiência de leitura compartilhada que busca abrir espaço, em meio às demandas da vida acadêmica, para obras que muitas vezes entram na lista do “vou ler depois”.  

O coordenador do projeto, professor Gerson Severo, explica que a ideia do grupo é "ler em voz alta, com poucos e essenciais comentários, livros cuja “falta” representasse uma lacuna percebida como importante na formação do estudante de Ciências Humanas – e não só. Nossa atenção voltou-se, assim, para obras tidas como essenciais para o enriquecimento de nossa leitura de mundo e de nosso desempenho acadêmico e como futuros professores e professoras, mas que, na roda-viva do dia a dia e por não serem objeto de nossos estudos e tarefas de modo direto, acabam tendo sua leitura "deixada para depois", detalha.

O grupo Impressiva Radical surgiu assim, em  2018, e dura até hoje. A metodologia do grupo conta com encontros semanais que costumam durar cerca de uma hora, todas as quintas-feiras no fim da tarde, na sala 311 do Bloco B. Os textos são projetados no quadro da sala, a fim de que os alunos realizem a leitura na íntegra, e os livros são escolhidos pelo grupo que se forma através de debates entre os estudantes. "Quando terminamos um livro, o grupo escolhe o próximo, às vezes com debate e votação, simples assim", conta o coordenador.

Os encontros semanais costumam durar cerca de uma hora, todas as quintas-feiras no fim da tarde, na sala 311 do Bloco B.

O professor explica que o grupo, em razão de sua heterogeneidade e interdisciplinaridade já leu, por exemplo, “Édipo-Rei”, de Sófocles (mais de uma vez: trata-se de um “favorito”), “Hamlet”, de Shakespeare, “Maus”, a graphic novel de Art Spiegelman, “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, “Bartleby”, de Herman Melville, “Tybyra – Uma tragédia indígena brasileira”, de Juão Nyn, a “Teogonia”, de Hesíodo”... "Inúmeros livros e, é importante dizer, não só de ficção, mas de não ficção também", detalha.  Ele ainda menciona outros projetos liderados por integrantes do grupo como o "Impressiva Radical: Ler Marx", "Impressiva Radical: Machado de Assis e temas do século XIX", "Impressiva Radical: Mangás e História" e o "Impressiva Radical: Leituras Clássicas".

Segundo Severo, o desafio é o de chegar às escolas e outras ambiências do livro e da leitura na cidade e região. "Eu acredito que não haja caminho fora da leitura – sempre se trata de aprender a ler, um aprender a ler que não termina nunca. Na História ou na Medicina, na Filosofia ou na Engenharia Civil. É preciso que a "dimensão leitora”, um índice de cidadania, seja nutrida na comunidade acadêmica. A universidade é um lugar de “operadores de textos” em algum nível – mas não é necessariamente um lugar de leitores. Por isso a importância de cuidar, mesmo quando a confraria de leitores é pequena", finaliza.

A participação no projeto conta como atividade de extensão como horas de Cultura nas ACCs, com sessões abertas a toda a comunidade universitária. Atualmente o grupo lê "Bhagavad-Gîtâ: A Mensagem do Mestre", da Editora Pensamento.

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