O livro Vó Folhinha: colecionadora do tempo, escrito por Fabiano Tadeu Grazioli e ilustrado por Eloar Guazzelli, foi o vencedor do Prêmio Minuano de Literatura 2026, na categoria Juvenil. A obra convida leitores a uma viagem pelas memórias, afetos e tradições das famílias descendentes de italianos no norte do Rio Grande do Sul. O reconhecimento reforça a relevância literária de um livro que aborda a preservação da memória familiar e cultural a partir de experiências cotidianas e de forte vínculo com a história da imigração italiana no estado.
Lançado pela editora gaúcha Edelbra, Vó Folhinha: colecionadora do tempo reúne narrativas inspiradas na figura de uma avó que transforma calendários, lembranças e relatos familiares em um verdadeiro arquivo afetivo do tempo. A obra transita entre a literatura juvenil e a narrativa memorialista, aproximando leitores de diferentes gerações por meio de histórias que evocam pertencimento, ancestralidade e identidade cultural. Além da contribuição literária, que é o que a levou à premiação, a obra também registra hábitos, modos de vida e valores transmitidos entre gerações de descendentes de italianos estabelecidos no norte do Rio Grande do Sul.
“O meu trabalho mais custoso foi encontrar uma linguagem capaz de comunicar, na escrita, um pouco da parola, o tom de casos que ascendem facilmente à memória e se interligam numa conversa interminável”, completa o autor.
As ilustrações de Eloar Guazzelli ampliam visualmente a experiência narrativa, dialogando com as camadas de memória presentes no texto.
O reconhecimento pelo Prêmio Minuano de Literatura destaca a relevância da publicação no cenário contemporâneo da produção literária do estado. Criada em 2018 pelo Instituto Estadual do Livro (IEL), vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), a premiação tem como objetivo valorizar e reconhecer autores e editoras gaúchas, consolidando-se como uma das principais distinções literárias do estado.