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Expansão do saneamento movimenta mercado de trabalho e cadeia de fornecedores no Rio Grande do Sul

Maior ritmo de investimentos amplia demanda por profissionais, serviços e empresas nas diferentes regiões do Estado; Corsan tem atualmente 250 vagas abertas

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Por Assessoria
Foto ASCOM

A transformação do saneamento em curso no Rio Grande do Sul está movimentando uma cadeia que vai muito além dos canteiros de obras. A ampliação de redes e estações, a entrada de novos sistemas em operação e a modernização da infraestrutura aumentam a demanda por trabalhadores, empresas de engenharia, prestadores de serviços e fornecedores em diferentes regiões do Estado.

Esse movimento acompanha uma mudança de escala dos investimentos. A Corsan passou de um patamar histórico de aproximadamente R$ 400 milhões investidos por ano para cerca de R$ 1,5 bilhão anuais. São recursos que se transformam em redes de água e esgoto, estações e novas estruturas, mas que também circulam pela economia à medida que obras são contratadas, materiais são adquiridos, empresas são mobilizadas e profissionais são preparados para construir e operar os novos sistemas.

O efeito não termina quando uma obra é concluída. Cada nova infraestrutura implantada precisa ser operada, monitorada e mantida durante as próximas décadas. É essa continuidade que faz do saneamento um vetor de desenvolvimento: além de ampliar o acesso a um serviço essencial, o investimento cria demanda por conhecimento técnico, serviços especializados e mão de obra em uma cadeia permanente.

Somente no primeiro bimestre de 2026, a Corsan realizou cerca de 1,1 mil admissões. Desde o início da atual operação, em 2023, já foram contabilizadas mais de 6,8 mil contratações. Neste momento, outras 250 vagas estão abertas em diferentes municípios gaúchos.

Uma cadeia que começa antes da obra e continua depois dela

O impacto do investimento em saneamento se distribui por diferentes atividades. Antes de uma rede chegar às ruas, são necessários projetos, engenharia, planejamento, equipamentos, tubos, insumos e logística. Durante a implantação, entram em campo empresas e trabalhadores da construção. Depois, uma nova cadeia assume a operação, manutenção, controle dos sistemas, atendimento e monitoramento da qualidade da água e do tratamento do esgoto.

A contratação de profissionais, serviços e fornecedores nas próprias regiões amplia esse efeito ao permitir que parte dos recursos investidos circule nos municípios onde a infraestrutura está sendo implantada.

“A universalização exige uma mobilização de profissionais e empresas que acompanha toda a vida do sistema, desde o planejamento e a construção até a operação. Estamos formando equipes para sustentar esse novo patamar do saneamento no Estado. Isso gera oportunidades de trabalho, desenvolve conhecimento técnico e movimenta as economias das regiões onde os investimentos acontecem”, afirma o gerente-executivo de Recursos Humanos da Corsan, Everton Teixeira.

Formação de profissionais fica como legado

A expansão também aumenta a demanda por qualificação. Os profissionais contratados pela Corsan passam por integração, capacitações técnicas e treinamentos operacionais para atuar em sistemas que incorporam cada vez mais automação, monitoramento remoto e novas tecnologias de tratamento e controle.

Esse conhecimento se soma à infraestrutura como parte do legado do ciclo de universalização. Ao mesmo tempo em que novas redes e estações permanecem nas cidades, profissionais são capacitados e empresas desenvolvem experiência para atender às novas demandas do setor.

Atualmente, as 250 oportunidades disponíveis na Corsan contemplam áreas administrativas, comerciais, engenharia, recursos humanos, operações, manutenção, segurança do trabalho, eletromecânica e tecnologia, além de estágio em Química.

As vagas estão distribuídas por Porto Alegre, Santa Maria, Bento Gonçalves, Alegrete, Camaquã, Canoas, Esteio, Ijuí, Soledade, Imbé, Marau, Lagoa Vermelha, Frederico Westphalen, Sananduva e Triunfo.

Para aproximar as oportunidades dos trabalhadores, a Corsan também promove mutirões de empregabilidade em diferentes municípios e mantém bancos de talentos destinados a pessoas com deficiência (PcD) e profissionais com 50 anos ou mais.

Saneamento como vetor de desenvolvimento

A expansão do saneamento produz um ciclo que se retroalimenta. O investimento gera obras e contratações. As obras demandam trabalhadores, empresas, equipamentos e serviços. Os novos sistemas exigem profissionais qualificados para operá-los. E a renda gerada por essa cadeia circula nas regiões onde os investimentos acontecem.

Por isso, o impacto da universalização não pode ser medido apenas pelos quilômetros de redes implantados ou pelo número de pessoas que passam a contar com coleta e tratamento de esgoto. Ele também está nos empregos gerados, nos profissionais formados, nas empresas mobilizadas e na atividade econômica que acompanha cada novo investimento.

Ao acelerar a universalização, o Rio Grande do Sul amplia uma infraestrutura essencial à saúde e à preservação ambiental e, ao mesmo tempo, movimenta uma cadeia econômica que deixa capacidade produtiva e conhecimento nas cidades.

Como se candidatar

Os interessados podem consultar os requisitos e realizar a inscrição no portal de carreiras da Corsan. As oportunidades têm requisitos e prazos específicos, que devem ser verificados em cada processo seletivo.

 

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